Certificada pela ISO 45001, a companhia mantém programas estruturados que vão além das normas regulamentadoras — e mostram que prevenção se consolida quando vira parte da cultura.
O mês de abril marca, no Brasil e em diversos países, a campanha Abril Verde — mobilização voltada à conscientização sobre saúde e segurança no trabalho. A data central do movimento, 28 de abril, foi instituída pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho e, no Brasil, oficializada pela Lei nº 11.121/2005 como Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.
Mais do que uma efeméride, o Abril Verde convida empresas a olharem para dentro: como estão seus processos, seus programas, sua cultura de prevenção? Na Zilia Technologies, referência brasileira em semicondutores com quase três décadas de atuação, a resposta vem de uma prática consolidada ao longo de anos — e de uma convicção clara: segurança não se impõe por norma, se constrói por cultura.
Um sistema de gestão reconhecido internacionalmente
A Zilia mantém, há mais de sete anos, a certificação ISO 45001:2018 — norma internacional que estabelece os requisitos para um Sistema de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional. A certificação é parte do Sistema de Gestão Integrado da companhia, que também contempla a ISO 9001 (qualidade), a ISO 14001 (meio ambiente) e a adesão aos princípios da Responsible Business Alliance (RBA), cujos cinco pilares incluem, justamente, Saúde e Segurança.
A adesão a essas normas é ponto de partida — não ponto de chegada. A cultura interna da Zilia é sustentada por dois programas próprios, complementares, que traduzem os requisitos normativos em rotina.
ZAP: o olhar atento para condições inseguras
Criado em 2021, o ZAP — Zero Accident Program estimula todos os colaboradores a desenvolverem percepção de risco. A ideia é identificar condições potencialmente inseguras antes que gerem acidentes — uma lâmpada queimada, uma poça de água, um obstáculo no caminho, um pequeno problema estrutural.
O programa disponibiliza canais internos de comunicação (intranet, e-mail e WhatsApp corporativo) por meio dos quais qualquer colaborador pode registrar condições inseguras, sugerir melhorias ou comunicar incidentes. Um comitê interno analisa cada registro, classifica o risco (alto, médio ou moderado) e define ações corretivas. Os participantes acumulam pontuação que pode ser convertida em reconhecimento.
Em quase cinco anos de operação, o ZAP tornou-se o primeiro grande programa estruturado de segurança construído internamente pela Zilia — e abriu caminho para uma segunda frente, ainda mais desafiadora: mudar comportamentos.
ZELO: a dimensão comportamental da segurança
Estudos clássicos da área de segurança, como a Pirâmide de Bird, mostram que cerca de metade dos acidentes está associada a condições inseguras e outra metade, a comportamentos inseguros. Para atuar nesse segundo grupo, a Zilia criou o programa ZELO — Zilia Educando, Lembrando e Orientando, voltado à transformação de hábitos e ao fortalecimento da cultura de segurança.
Dentro do ZELO, foram definidas as 8 Regras de Ouro da Zilia, que orientam comportamentos cotidianos — como não utilizar o celular em escadas ou atravessar apenas nas faixas. As regras valem para todos, independentemente de hierarquia.
O programa é apoiado por uma rede de observadores comportamentais, formada por técnicos de segurança, colaboradores da operação, líderes, gestores e diretores. Quando uma observação é registrada em aplicativo interno, o sistema aciona automaticamente o gestor da área, que conduz um diálogo de segurança com o time e registra as evidências da ação. Para preservar o caráter educativo do programa, comportamentos considerados inseguros não identificam pessoas — apenas setor e turno. Já os comportamentos positivos podem ser reconhecidos nominalmente.
Do programa à cultura: quando a prevenção vira hábito
O grande diferencial dos programas ZAP e ZELO não está apenas em seus processos — está no efeito cultural que produzem ao longo do tempo. Na Zilia, há sinais claros de que a segurança deixou de ser uma obrigação para se tornar um valor compartilhado.
“O que faz o ZAP e o ZELO funcionarem é a participação. A gente recebe registros de todas as áreas, de gente que circula por lugares diferentes da planta e percebe coisas que a equipe de segurança não veria sozinha. Cada observação é uma camada a mais de cuidado que a gente consegue colocar no ambiente“, explica André Machado, supervisor de Saúde e Segurança do Trabalho da Zilia.
Esse engajamento cotidiano é o que, com o tempo, transforma programa em cultura — e é também o que sustenta o estágio mais maduro da prevenção, em que a segurança deixa de depender exclusivamente das áreas técnicas.
“Quando a segurança deixa de ser uma cobrança da área de segurança do trabalho e passa a ser um valor da liderança, além de orientada entre os próprios colegas, significa que ela se tornou parte da cultura. É esse o estágio que buscamos — e, em muitas áreas, já alcançamos“, afirma Rafael Silva, responsável pela área de Segurança do Trabalho da Zilia.
Há também um efeito que transcende o ambiente fabril. Rafael compartilha relatos internos de que os hábitos reforçados pelos programas, como atravessar na faixa ou não usar o celular em escadas, passam a se estender ao comportamento fora da empresa e alcançam familiares e pessoas próximas. Um sinal de que a cultura de segurança, quando bem construída, viaja junto com cada colaborador.
Bem-estar, ergonomia e resposta a emergências
O cuidado com quem constrói a Zilia vai além dos programas de prevenção. A empresa mantém fisioterapia in company e ginástica laboral, iniciativas que reforçam a saúde ocupacional e ajudam a prevenir desconfortos e lesões associados à rotina produtiva.
A brigada de emergência interna também desempenha papel central. Formada por colaboradores treinados em combate a incêndio, primeiros socorros e resgate, a brigada já atuou em situações reais dentro da companhia, evitando desdobramentos graves. Em reconhecimento ao trabalho voluntário e à dedicação desses profissionais, a Zilia mantém iniciativas específicas de valorização — incluindo o Dia do Brigadista, celebrado em julho.
Olhar para o futuro: saúde mental e novas exigências
A atualização recente da NR-1 amplia, no Brasil, a responsabilidade das empresas em relação à saúde mental dos trabalhadores — incorporando os chamados riscos psicossociais ao mapa de gestão de riscos ocupacionais. A Zilia vem trabalhando a pauta de forma estruturada, conectando políticas de cuidado com colaboradores, controle de jornada e iniciativas de bem-estar, em linha com a tendência destacada pelo próprio movimento Abril Verde em 2026: a integração entre segurança física, saúde mental e impactos da tecnologia no ambiente de trabalho.
“O Abril Verde reforça uma verdade simples: segurança não é tarefa de uma área. Aqui na Zilia, isso se traduz em programas estruturados, processos auditados e, acima de tudo, em uma cultura que envolve todo mundo, do chão de fábrica à diretoria”, conclui Rafael Silva.
Zilia: conduzindo a um futuro mais seguro.